Dentre as múltiplas atividades que surgem como oportunidades profissionais no mercado financeiro, uma delas é a profissão de analista. O papel do analista é basicamente analisar um ou mais ativos financeiros e produzir um parecer final ao seu cliente ou requisitante, que deixe explícita qual é a sua recomendação seja ela compra, venda, manutenção ou liquidação da posição.

Em alguns casos, isso inclui a construção de carteiras recomendadas, análises de setores, análises macroeconômicas e muitos outros tipos de análise, mas sempre deixando claro qual é o método, o ferramental e as razões para o embasamento da análise, e, por fim, qual o resultado de sua análise.

Para se exercer a profissão de analista, é mandatória a obtenção de um certificado denominado CNPI – Certificado Nacional do Profissional de Investimento, que pode ser obtido pela aprovação em exames que ocorrerão em etapas. Os exames e a certificação são realizados pela APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais).

Existem três certificações possíveis:

- CNPI-T: que certifica analistas especialistas em Análise Técnica.

- CNPI: que certifica analistas especialistas em Análise Fundamentalista.

- CNPI-P (pleno): que certifica analistas habilitados a basear suas recomendações a partir de ambas as técnicas.

Para se tornar um analista de mercado, a certificação é composta por até três provas: de conteúdo Brasileiro (CB), comum à certificação de analista fundamentalista e analista técnico; de conteúdo técnico (CT), para analista técnico e; de conteúdo global (CG), para analista fundamentalista. A prova de conteúdo brasileiro tem como foco garantir que os analistas conheçam o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN), as classificações de bancos, fundamentos de microeconomia e macroeconomia, ética da profissão e como deve ser feita a relação com os investidores (RI).

Uma vez realizada a prova de conteúdo brasileiro, o candidato a analista poderá escolher o caminho que prefere seguir: técnico, fundamentalista ou pleno.

A prova para Analista Técnico (CT) compreende os conhecimentos de Análise Gráfica e Análise Técnica, como, por exemplo, a identificação de padrões, construção de indicadores e entendimento da teoria de analise técnica (como princípios da Teoria de Dow). Como requisito para se tornar um analista, é necessária não só a aprovação na prova do CB e na prova específica, mas também o diploma de ensino superior completo em qualquer curso reconhecido pelo MEC.

A prova para Analista Fundamentalista (CG) compreende os conhecimentos sobre valuation, análise de balanços e fluxo de caixa das empresas. Lembrando que também é requisito a aprovação na prova de CB e o diploma de ensino superior completo em qualquer curso reconhecido pelo MEC.

Ser analista é um trabalho duro, sério e requer um pouco de "sacrifício". Para que não haja conflitos de interesse no momento em que o analista produz o relatório ou passa o seu parecer final sobre um dado ativo financeiro (ou portfólio), o código de ética da profissão traz algumas restrições. Regido pela instrução 598 da CVM, o código de ética dos analistas é bem restrito quanto a operações.

Para poder fazer recomendações e operações, o analista deve sempre ter cuidado, afinal não se pode recomendar um ativo que o analista tenha operado nos últimos 30 dias, não se pode operar o ativo até 5 dias depois da emissão de um relatório e também não poderá operar o ativo recomendado 6 meses na direção contrária, a menos que haja um novo relatório em que a recomendação anterior seja alterada! O código de ética é bem restritivo e garante que não haja interesse e motivo para que a opinião do analista seja enviesada por nada, exceto sua própria opinião.

O analista poderá trabalhar em corretoras, casas de análise, bancos, gestoras e demais instituições financeiras com salários médios (em 2019) entre 5 e 10 salários mínimos, podendo ser maior em função de experiência e porte do empregador. Ainda é possível exercer essa atividade de forma autônoma.


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