O que é risco? É possível encontrarmos definições "levementes" diferentes dependendo da área em que você atua. Risco de mercado é diferente de risco de cair de bicicleta, que é diferente do risco de uma ponte cair. Mas, em todas elas, podemos encontrar um denominador comum: incerteza.
Assim como em outras áreas, em finanças, o risco pode ser entendido como uma medida de incerteza. Quanto menos previsível for o retorno de um investimento, maior será a incerteza e, assim, maior o risco.

Em um investimento, existe a expectativa de rentabilidade, que pode ocorrer ou não. O risco é a probabilidade do retorno ser diferente do esperado. Exemplo:


1) Digamos que você invista em um CDB de um bom banco que lhe promete 100% CDI. Qual é o risco de este banco não pagar esta taxa? Ele falir e o FGC falir... Nesse sentido, podemos concluir que é um risco relativamente baixo, dado que a incerteza em relação à expectativa de rentabilidade é baixa.

2) Outro exemplo é de uma ação que rendeu 20% nos últimos 12 meses, sendo que, ao longo do ano, esta mesma ação flutuou entre uma rentabilidade de +40% e -40%. Por mais que você acredite que ela tenha potencial de gerar 20% de retorno novamente, fica mais evidente que ela tem um risco maior de não atingir rentabilidade, por conta da volatilidade. Podemos até chamar esse risco de Risco de Volatilidade e dizer que o investimento nesta ação é arriscado.

Apesar da definição mais ampla sobre risco ser interessante, a ideia da aula é entrar no assunto risco financeiro dentro de uma operação no mercado de renda variável. Aquele risco que representa a possibilidade de perda dentro de um trading system, com exemplos mais práticos.

Veja que, em qualquer trading system, você continuará contando com a incerteza de uma operação. Ainda não terá a certeza de qual será o resultado de uma determinada operação. No entanto, conseguimos diminuir a incerteza colocando certos limites. Assim, podemos estipular um risco máximo dentro de uma operação por meio de ticks, pontos ou valor financeiro. A seguir veremos um exemplo.

Antes de entrarmos propriamente no exemplo, é importante diferenciarmos entre os investimentos da sua carteira total e da sua carteira destinada para o trade. A carteira total (ou portfólio completo) inclui todos os seus investimentos, sejam eles agressivos, moderados ou conservadores. Em sua carteira total, dentro da parte agressiva, você tem a carteira destinada para o trade. Falando em números, sugiro fortemente que você não arrisque mais que 2% de perda da carteira total em um dia.

Vamos finalmente ao exemplo de risco máximo dentro do trading, ou seja, digamos que, dentro do seu portfólio total, você tenha reservado R$10.000,00 para operar um determinado trading system. Nesse sentido, vamos colocar um limite de perda financeira de 1% por operação. Isso quer dizer que você estará arriscando R$100,00, no máximo! Dessa forma, limitou o risco e diminuiu a incerteza da operação. Você já sabe que, na pior das hipóteses, perderá R$100,00.

É necessário que o limite de perda financeira de uma operação seja de 1%? Não. O sugerido é entre 0,5% e 2,0% da carteira de trading. A vantagem de você controlar o risco por percentual do tamanho da conta é que poderia aumentar esse risco à medida que você fosse tendo ganhos. Ou seja, utilizando o primeiro exemplo, seu risco de R$100,00 passaria para R$150,00 caso sua conta de trading subisse para R$15.000,00. Isso permitiria a você aumentar o número de contratos operados, por exemplo.

Um outro exemplo, utilizando quantidade de pontos de stop:
- Investidor tem risco máximo de R$100,00 em cada operação e vislumbra uma oportunidade no mini-índice. Nessa oportunidade, coloca um stop de 50 pontos, ou seja, R$10,00 reais por minicontrato. Logo, isso faria com que ele pudesse operar 10 minicontratos. Caso colocasse um stop de 100 pontos, a perda máxima por minicontrato seria de R$20,00, logo ele montaria esta operação com 5 minicontratos.


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