A nossa bolsa (B3) mantém um registro diário dos contratos futuros negociados no pregão eletrônico, o que inclui o número de contratos abertos da compra e na venda, separados por tipo de participante: Pessoa Jurídica Financeira, Investidor Institucional, Investidor Não Residente, Pessoa Jurídica Não Financeira e Pessoa Física.

Essas informações, quando associadas ao contexto macro, podem ajudar a identificar fluxos de negócios ocasionados por alguns participantes específicos. Por exemplo, em momentos de entrada ou saída de investimentos estrangeiros no nosso mercado, a atuação dos investidores não residentes em contratos futuros de dólar é bem evidente e, muitas vezes, explica a força de grandes movimentos. Em outras ocasiões, ainda usando o dólar como exemplo, os movimentos podem ser explicados por importações e exportações da indústria (pessoa jurídica não financeira), que exige fluxo de pagamentos em relação ao mercado externo. Mas como esses dados são tratados?