Imagine a abertura do pregão e você pretende acompanhar a evolução dos preços de ITUB4 no dia 05-setembro-2019.

O primeiro negócio realizado com  ITUB4 ocorreu com o preço de R$ 33,42. Neste dia, logo após a abertura, alguns negócios foram realizados até o patamar de R$ 33,39 e, depois disso, os preços subiram quase sem parar até R$ 34,66, o que ocorreu precisamente às 11:20h. A partir daí, o preço começou a reverter o movimento de alta, descendo até terminar o dia com o último negócio sendo realizado a R$ 34,03.

Neste dia, foram realizados 41.162 negócios, que movimentaram por volta de R$ 1,44 bilhões em dinheiro.

Toda essa movimentação pode ser representada com um único candle, que mostrará os preços de abertura (33,39), fechamento (34,03), preço mais alto atingido no dia (34,66) e preço mais baixo atingido no dia (33,39).

O candle que representa toda essa movimentação é chamado de candle diário, porque registra os pontos de maior relevância da movimentação do preço que ocorreram no intervalo de um dia.

Então, podemos dizer que um candle abrangerá um determinado período de negociações e mostrará, dentro daquele período, os preços de abertura, fechamento, máxima e mínima.

A vantagem é que nós podemos escolher o período que quisermos. Podemos visualizar, por exemplo, essas informações a cada hora, ou a cada minuto, ou a cada 15 minutos.

Se olharmos, neste mesmo dia, o primeiro candle de um (01) minuto, veremos que ele representou apenas 279 negócios, um volume insignificante perto da movimentação total do dia, e sua variação total, entre a máxima e a mínima, foi de apenas R$ 0,08  (contra uma variação de R$ 1,27 do candle diário).

A partir dessas informações, podemos começar a extrair algumas conclusões.

1.       Quanto maior o tempo gráfico, maior a variação de preços. Isso significa que, quanto maior o tempo gráfico, maiores serão os stops, já que eles costumam ser colocados abaixo das mínimas dos candles ou acima das máximas, no caso de operações na ponta vendedora.

2.       A quantidade de negócios que ocorre nos gráficos menores é pouco representativa de uma tendência de mercado, já que a amostra é bem menor do que, por exemplo, em um gráfico de 60 minutos. Isso significa que quanto maior o tempo gráfico, mais certeza teremos das intenções do mercado como um todo.

3.       Operar em gráficos menores, como o de 1 ou de 3 minutos, por exemplo, dará ganhos muito menores que, impactados pelos custos de Bolsa e Corretagem, deixarão um lucro líquido pequeno em relação àquilo que poderíamos obter em tempos gráficos maiores.

 

O mercado se habituou a utilizar tempos gráficos bastante conhecidos, como os de 1, 3, 5, 10, 15, 30, 60 minutos, além dos de 1 hora, 4 horas, 1 dia, 1 semana e 1 mês.

 

Você irá utilizá-los de acordo com o estilo operacional que deseja. Se pretende fazer operações de Scalp, deverá utilizar com mais frequência tempos gráficos bem curtos, como os de 1 e 3 minutos. Já se prefere fazer day trade, utilize os gráficos de 5, 15 e 60 minutos. Contudo, vale ressaltar que análises bem feitas costumam passar por múltiplos timeframes, com o intuito de combinar suportes e resistências de curto, médio e longo prazo.

Um trader que opere na modalidade Position, certamente nem olhará para o  gráfico de 1 minuto, já que pretende ficar posicionado por alguns anos no ativo e pouco se importará com as microvariações do curtíssimo prazo. Mas, eventualmente, é possível usar tempos menores com o intuito de dar mais precisão e timing ao ponto de entrada.

Dessa forma, não existe o melhor tempo gráfico, mas o mais adequado e frequente para cada estilo operacional. O que você deve fazer é operar em conta demo nos vários tempos gráficos e escolher aqueles que melhor atendam seus objetivos e perfil operacional.