A palavra “fractal” vem do Latim, “fractus”, que quer dizer quebrado. Fractais são figuras da geometria não euclidiana, que têm como principal característica a autossimilaridade, ou seja, são figuras que contém, dentro de si, cópias menores delas mesmas. Cada uma dessas cópias menores contém cópias ainda menores e, assim sucessivamente, até o microcosmo infinito, em um processo de autorreplicação que se iniciou desde o macrocosmo infinito. Colocado de outra forma, isso quer dizer que um determinado padrão ou modelo replica a si mesmo indefinidamente, independentemente da escala de tempo, para cima ou para baixo, para dentro ou para fora.

É possível encontrar fractais em diversos elementos da natureza, mas a ideia é entender como esses movimentos podem ser aplicados nos preços de ativos e em suas movimentações.

Ralph Nelson Elliott foi a pessoa que começou a buscar estes movimentos no mercado americano e aplicou o conceito fractal à movimentação de preços que, no gráfico, replica o mesmo padrão ou desenho independentemente do tempo gráfico que se considere.

Assim, toda onda motiva é seguida de uma onda corretiva (ver linha verde abaixo). Cada onda motiva é composta por 5 outras ondas, e cada onda corretiva, por 3 ondas (ver linhas preta e vermelha abaixo). Seguindo esse modelo, cada uma das ondas de um determinado nível será formada pelo mesmo padrão de ondas que as do nível anterior, ou seja, 5 ondas (1, 2, 3, 4, 5) mais 3 ondas (A, B, C).

Esse modelo fractal, que se aplica às ondas, faz com que o padrão seja exatamente o mesmo em qualquer tempo gráfico: ticks, 1 minuto, 2 minutos, 5 minutos, 30 minutos, 60 minutos, diário, semanal, mensal, anual e assim por diante, o Fractal 5-3 sempre se repete, indefinidamente.

Elliott afirmava que os mercados comportavam-se de acordo com leis naturais que poderiam não apenas ser medidas, mas também previstas por meio da utilização dos números de Fibonacci, que vamos falar em uma próxima aula.