Embora a técnica de leitura de fluxo mantenha os mesmos conceitos básicos nas análise de curto e de longo prazo, ou mesmo em contratos futuros e ações, vale ressaltar que cada ativo possui suas peculiaridades e, no caso das ações, existem alguns pontos que diferem completamente em relação aos contratos futuros. Alguns pontos são mais evidentes, como o fato de as ações não possuírem vencimentos e, portanto, não necessitarem de rolagem de contratos ou o fato de as ações serem influenciadas por eventos corporativos, o que pode trazer dinâmica, mesmo em dias de feriado internacional e baixa liquidez. Mas é importante citar alguns outros pontos não tão óbvios assim, como veremos a seguir.

Para começar, o custo operacional em ações é maior e não me refiro à corretagem, mas, sim, aos emolumentos e demais taxas. De certa forma, isso inibe maior liquidez, especialmente por parte daqueles players institucionais que buscam ativos que permitam operações extremamente curtas ou os famosos operadores de alta frequência (HFT - High Fequency Trade). Como consequência, temos um book de ofertas e times & trades muito mais “limpo”, com menos ofertas e execuções especulativas de curto prazo, exceto por parte de traders pessoa física e é aí que entra um ponto interessante para nós. A liquidez reduzida em papel normalmente não atrai a atenção dos players institucionais, pois as cifras são menores, porém, não tão pequenas a ponto de não interessarem aos investidores pessoa física. Para alguns, é sinal de conforto saber que não estão disputando cada centavo com um trading system de última geração.