A leitura de fluxo talvez seja uma das técnicas mais antigas e intuitivas que existe no mercado, pois consiste basicamente em identificar comportamentos que influenciam as negociações e “pegar uma carona” nesse movimento.

Há muitos anos, a humanidade adotou o comportamento de rebanho para garantir a sua sobrevivência, inicialmente contra predadores, adversidades climáticas e, posteriormente, por convenções sociais. Hoje esse comportamento ainda faz parte do nosso dia a dia e nem percebemos, por exemplo, quando estamos em uma cidade desconhecida procurando por um restaurante e encontramos duas opções: um bem frequentado e outro completamente vazio. É natural escolhermos o restaurante cheio, pois partimos do pressuposto de que outras pessoas, melhor informadas do que nós, já fizeram essa escolha com base em informações sólidas. Da mesma forma, se tivermos uma maneira de identificar a incidência de mais compras do que vendas a mercado em um ativo, é natural que entremos comprando, principalmente quando as iniciativas de compras possuem maior volume do que as de vendas. Mas quando surgiu essa técnica?