A leitura de fluxo talvez seja uma das técnicas mais antigas e intuitivas que existe no mercado, pois consiste basicamente em identificar comportamentos que influenciam as negociações e “pegar uma carona” nesse movimento.

Há muitos anos, a humanidade adotou o comportamento de rebanho para garantir a sua sobrevivência, inicialmente contra predadores, adversidades climáticas e, posteriormente, por convenções sociais. Hoje esse comportamento ainda faz parte do nosso dia a dia e nem percebemos, por exemplo, quando estamos em uma cidade desconhecida procurando por um restaurante e encontramos duas opções: um bem frequentado e outro completamente vazio. É natural escolhermos o restaurante cheio, pois partimos do pressuposto de que outras pessoas, melhor informadas do que nós, já fizeram essa escolha com base em informações sólidas. Da mesma forma, se tivermos uma maneira de identificar a incidência de mais compras do que vendas a mercado em um ativo, é natural que entremos comprando, principalmente quando as iniciativas de compras possuem maior volume do que as de vendas. Mas quando surgiu essa técnica?

Atualmente, podemos notar as pressões de compras e vendas por meio do registro eletrônico de negócios, mas curiosamente a leitura de fita (tradução literal de tape reading) nasceu com os primeiros registros eletrônicos das negociações em bolsa de valores. Em 1867, surgiu a primeira máquina que registrava as negociações em uma fita de papel; dessa forma, não tardou para que alguém tivesse a ideia de ler os registros dessa fita com o intuito de identificar fluxos de compra e venda dos ativos negociados em bolsa. Com a popularização dos telefones, os registros de negócio nessas fitas se intensificaram, gerando dados mais densos e confiáveis. Quando o sistema de negociações on-line ganhou corpo, há pouco mais de uma década, a tática foi readaptada para a leitura de negócios que passam pelo book de ofertas e times & trades.

Brokers lendo fitas na década de 1930.

Claro que com a imensa quantidade de informação gerada hoje em dia, a técnica precisou ser refinada, além disso, em mercados em que não há registro de negócios, como é o caso do Forex, não é possível aplicar o método. Vale ressaltar também que, em mercados de baixíssima liquidez, a leitura de fluxo perde eficiência, até porque não há fluxo de negócios suficiente para ser lido. De qualquer forma, cada vez mais, trata-se de uma técnica que ganha adeptos devido à sua lógica mais objetiva de ação e reação nos preços, e seu uso pode ser exclusivo ou combinado com outras táticas, geralmente de curto prazo.


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