Os traders institucionais fazem parte de uma categoria pouco conhecida por muita gente, mas é uma área de grande potencial. Esses profissionais precisam ter grande conhecimento de mercado financeiro e saber a tecnicidades dos ativos e das operações que estão fazendo.

Esse tipo de trader é encontrado em instituições financeiras, fundos de investimentos e seguradoras. A autonomia desses operadores depende da instituição. Existirão casos em que esse tipo de operador só segue ordens para fazer uma execução e casos em que ele tem mais liberdade para definir o melhor momento e direção para entrar.

Nos casos em que existe mais liberdade para o trader institucional, apesar de haver uma estratégia da instituição, é possível que o trader tome as decisões que ele achar cabíveis para se chegar em uma posição desejada por uma gestora ou tesouraria. Dessa forma, a estratégia institucional é seguida, mas o meio para se chegar lá pode ficar na mão do trader.

É importante salientar que o trader institucional pode operar muito além do day trade, que é onde o trader autônomo costuma atuar com frequência. Esse tipo de operador, que movimenta boa parte do mercado, pode montar posições de hedge e fazer operações de câmbio e juros de acordo com as estratégias, além dos mais variados ativos. Aliás, o mercado de juros (DI) seria uma das grandes diferenças entre o trader institucional e o autônomo. Esse tipo de ativo tem alta liquidez e é um dos mais operados por instituições, mas costuma ser ignorado pelos traders autônomos, por conta de sua complexidade.

Para tornar-se um trader institucional, não basta querer. Esse mercado costuma ser concentrado e até você ser um trader institucional com autonomia precisará se provar. É normal que um trader institucional comece como estagiário e vá subindo até se encontrar nessa função. Exames de certificação e networking são outras maneiras de se chegar nesta posição.

Uma grande diferença entre traders institucionais e os autônomos é a disponibilidade de maquinário e informação. Um trader institucional costuma ter acesso a plataformas de mercado extremamente específicas, completas e caras, e, consequentemente, mais robustas. Em relação à informação, os institucionais costumam ser munidos por terminais de informação que um trader autônomo não costuma pagar. Essa diferença de equipamentos traz duas consequências:
– o trader institucional tende a receber a informação antes do trader autônomo.
– o trader institucional precisa operar dentro da instituição. A ideia de operar remotamente de casa é algo que só cabe ao trader autônomo.