Os indicadores nada mais são do que sinais gráficos, plotados junto aos preços ou em uma janela à parte, que auxiliam o trader em sua tomada de decisão.

Eles são o resultado de fórmulas matemáticas que têm como base cinco informações

- Preço de abertura.

- Preço de fechamento.

- Preço máximo.

- Preço mínimo.

- Volume

A partir das combinações e recombinações desses cinco dados, é possível construir literalmente centenas de indicadores diferentes.

Mas, por mais que existam inúmeros indicadores, sua classificação é bastante simples e está ligada àquilo que o preço pode fazer. E você sabe que o preço poderá fazer basicamente duas coisas: ou está em tendência ou em congestão.

Essa visão facilita sobremaneira a escolha dos indicadores.

E por que isso é importante? Por uma razão muito simples: temos, principalmente no início de nossos estudos como traders, uma tendência a entupir o gráfico com muitos indicadores. Há casos em que mal dá para enxergar os candles, de tanto indicador que a pessoa coloca na tela.

Essa poluição de indicadores atrapalha muito o trabalho do trader, porque, além de dificultar a visão clara dos movimentos do preço, os indicadores podem se repetir ou mesmo enviar mensagens conflitantes, confundindo a mente do trader.

Bem, se você sabe que o preço poderá estar em tendência ou em congestão, é possível concluir que haverá basicamente dois tipos de indicadores: um tipo para mercados em tendência e outro para mercados laterais.

Sim, em parte isso é o começo da verdade. Mas vamos parar nesse ponto por enquanto.

Se você gosta ou prefere operar tendências, escolherá indicadores que mostrem os movimentos de tendência do preço. E que indicadores são esses? Bem, o mais conhecido é a média móvel, mas existem outros como HiLo, SAR, BW e MACD, por exemplo. E, adivinhe? Todos são derivados de médias móveis.

Sendo assim, você não precisa colocar muitos indicadores de tendência no gráfico porque eles irão mostrar basicamente a mesma informação. Escolha apenas um em que você confie e pronto, não precisa mais do que isso.

E para mercados em congestão? Bem, vamos pensar no que é um mercado em congestão.

É, basicamente, um mercado em que os preços ficam presos em um intervalo, que não pegam tendência e ficam andando para cima e para baixo no gráfico sem sair de uma determinada região de preços. Eles ficam variando em uma região, mostrando que o gráfico está volátil.

Para medir isso, temos os indicadores classificados como de volatilidade, que medem justamente as variações de preço dos ativos. Os maiores representantes dessa categoria são as já conhecidas Bandas de Bollinger, além de outros como ATR e canais de Keltner.

Mas digamos que o preço saia de uma congestão e comece a subir. Você desejará verificar a velocidade dessa subida ou, em outras palavras, a aceleração da alta dos preços.

Isso tem um nome: chama-se “momentum” e existem também indicadores para isso. Conforme o preço aumenta, a velocidade de aumento é medida pelos indicadores de Momentum (que não deixam de ser um indicador que faz parte da família dos indicadores de tendência. É, digamos, um primo daqueles indicadores). Os maiores representantes dessa classe de indicadores são o IFR, o Estocástico e o TRIX.

Há ainda os indicadores de volume, que medem a força dos compradores e vendedores, medidos em termos de volume financeiro movimentado ou quantidade de ativos negociados.

O indicador de Volume é o mais conhecido de todos, mas temos outros que derivam dele como o OBV, que é uma espécie de conta corrente do saldo de volumes e os indicadores de agressão, que mostram o volume de agressões na compra e na venda, medidos em termos de quantidade de papéis negociados.

Saber escolher o conjunto de indicadores a serem utilizados em um setup é algo que depende intrinsicamente do ativo que se quer operar. Existem ativos que se movimentam normalmente em tendência como, por exemplos, as commodities agrícolas. Outros ativos são bem mais voláteis, como o mini-índice e assim por diante. Caberá ao trader escolher o ativo que deseja operar, compreender sua natureza e colocar, em seu gráfico, os indicadores mais adequados para aquele ativo e que suportarão sua tomada de decisão, seja na compra, seja na venda.


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