História

O Bitcoin é a primeira criptomoeda (moeda 100% virtual), pelo pseudônimo (de um ou mais programadores) "Satoshi Nakamoto". Junto com essa moeda, lançada em janeiro 2009, foi minerado o primeiro bloco da tecnologia Blockchain e a rede foi criada. Dentro o primeiro bloco, registrou-se uma nota de jornal daquele dia para marcar a sua data de lançamento junto com uma crítica ao sistema bancário. A nota diz "Chanceler à beira do segundo resgate aos bancos" - do jornal londrino "The Words".

Em 2010, o Bitcoin ainda era muito pouco negociado, mas começava ser utilizado. Neste ano, Satoshi Nakamoto parou de aparecer – e nunca mais se soube do pseudônimo. Até 2012, a moeda era muito usada em mercado negro - o que desencadeou sua má fama que gerou o estigma do Bitcoin até hoje, para alguns. Em setembro daquele ano, foi criado o Bitcoin Foudation com o objetivo de promover o desenvolvimento do protocolo da moeda. Em 2013, seu uso foi proibido na China, limitando adesão de usuários. Nesse período, a cotação do Bitcoin teve uma alta expressiva.

Em 2014, 13 pessoas foram investigadas para verificação de identidade de Satoshi Nakamoto. O padrão de escrita pro White Paper (projeto do Bitcoin) foi relacionada a Nick Szabo, que mais tarde não se confirmou. Entre Janeiro de 2013 e janeiro de 2014, o Bitcoin foi de 13USD para 770USD por unidade de Bitcoin.

Em 2015, o Brasil bateu o recorde de transações com Bitcoin, e foi lançado o projeto de Lei (2303/2015) que prevê a inclusão de moedas digitais em arranjos de pagamento, obviamente sob supervisão do Banco Central - assim como os cartões de crédito.

Em 2016, Craig Steven dizia ser a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto. Suas assinaturas digitais apareciam em mensagens criptografadas criadas nos primeiros dias de desenvolvimento do Bitcoin. Sendo essencialmente ligadas aos blocos do Bitcoin, a afirmação foi desmentida mais tarde e o próprio Craig concordou que suas evidências não provavam nada. Em 2017, o bitcoin atinge a máxima cotação, chegando perto dos vinte mil dólares (dezenove mil seiscentos e sessenta e seis dólares americanos, para ser mais preciso). Nesse ano, o Japão criou a primeira legislação e regulação da critpomoeda como forma de pagamento, enquanto a China proibia o comércio de Bitcoin, o que fez o Japão se tornar o maior mercado de BTC do mundo, com mais de 50% do mercado e a CME (Chicago Mercantile Exchange) lançar o contrato futuro de Bitcoin. Em 2018, ataques hackers e roubos a Exchanges (também de outras criptomoedas) fizeram o preço cair cerca de 70% em dois meses. Também neste ano, a Alemanha legalizou o uso de Bitcoin como meio de pagamento isento de imposto.

A partir 2019, a moeda volta a se valorizar, mas também sofreu com a pandemia de 2020, sem voltar aos seus topos históricos até o momento.

Outras Criptomoedas

O Bitcoin é a "criptomoeda mãe", pois, a partir dela, outras critpomoedas foram lançadas, com diferentes funções ou, ainda, as mesmas que o Bitcoin, porém melhoradas. As cinco principais criptomoedas negociadas são:

Gráfico do Bitcoin

Google Finance - BTC

Como operar no Brasil

No Brasil, é possível operar Bitcoin com base em regulações que estão sendo criadas para organizar o mercado entre seus usuários em nosso país. É preciso abrir conta em uma corretora (Exchange) brasileira, por exemplo, a Mercado Bitcoin ou Foxbit. A Xdex encerrou as atividades no final de março 2020. Você enviará o valor em Reais e negocia Bitcoin X Reais. Não é possível resgatar em dólares. A criptomoeda é convertida em moeda fiat, e, então, pode ser resgatada para o banco convencional onde o usuário possui conta.

Sobre as táticas empregadas, boa parte da análise técnica que usamos nos ativos nacionais se aplica ao trading em criptomoedas (assim como em Forex também). Uma análise macro, envolvendo contexto político, geopolítico e econômico pode ser útil; contudo, técnicas de análise fundamentalista não têm muita utilidade em criptomoedas e câmbio, visto que são voltadas para análise de balanços de empresas.

É importante ressaltar que, embora seja possível operar criptomoedas, é ainda um mercado não 100% regulado por ser muito novo e em início de desenvolvimento. Em todo o mundo, ainda não foi criado um conjunto de regras e normas de conduta e de controle para essas negociações. Portanto, tome cuidado e procure informações sobre a corretora na qual pretende operar. Faça pesquisas e converse com quem já conhece o assunto.

Bons estudos!