Hora de juntarmos a teoria de Ondas de Elliott e Fibonacci e ver como funciona na prática!

As Ondas de Elliott tem várias regras que mostramos anteriormente e devem ser respeitadas para que se tenha sucesso na contagem das Ondas. As proporções Fibonacci vão ser de grande ajuda para nos posicionarmos no mercado, porém devem ser usadas de acordo com os princípios de Elliott. Não adianta entender da proporção de Fibo, se não se souber como as aplicar nas Ondas.

A ideia é mostrar como podemos usar essas proporções na análise dos gráficos. As principais proporções Fibonacci são: 23,6%, 38,2%, 50%, 61,8%, 100%, 138,2% e 161,8%.

Vamos analisar todas as Ondas separadamente e ver quais são as retrações mais comuns, mas não podemos esquecer que isso não é uma regra, é só um guia para ajudar a nos posicionarmos no mercado.

• Onda 1 – Essa onda é difícil de ser estimada, exatamente porque é a primeira e não temos certeza de onde estamos. Essa Onda vai sendo construída com um aumento do volume e da força. Geralmente, a onda 1 é fortemente retraída pela Onda 2.

• Onda 2 – Geralmente, temos uma forte retração da Onda 1. Essas Ondas terminam com um baixo volume e uma baixa volatilidade, indicando uma reversão.
Retrações mais comuns: 50%, 61,8% e 100% da Onda 1.

• Onda 3 – São as Ondas mais fortes e quase sempre geram um maior volume e movimentação dos preços, sendo comum a sua extensão. Breakouts e gaps podem ser vistos nessas ondas.
Retrações comuns: se a onda 2 retrair entre 50% e 61,8%, podemos esperar uma viagem de pelos menos 100% da Onda 1. Caso a retração da Onda 2 tenha sido de 61,8% a 100%, o mais esperado é que a Onda 3 viaje pelo menos 161,8% da Onda 1.

• Onda 4 – Essa é uma Onda corretiva, o que nunca é uma facilidade, porém ela pode ser levemente prevista, já que, por meio da diretriz de alternância, espera-se que ela seja diferente da Onda 2. É comum termos tendências laterais nessa Onda. Retrações comuns: caso a Onda 3 tenha sido normal (até 161,8% da Onda 1), esperamos uma retração de 38,2% ou 50% da Onda 3. Se a Onda 3 for bem estendida, é provável que a Onda 4 viaje 23,6%.

• Onda 5 – No mercado de ações, essa Onda é mais lenta do que a Onda 3, mas, no mercado futuro, a onda mais forte será esta.

Retrações comuns: 38,2% ou 61,8% da Onda 0 a 3. Caso a onda 1 e 3 sejam normais, devemos esperar que a Onda 5 seja 100% da Onda 0 a 3.

• Onda A – O mercado acredita que essa onda é somente uma pequena realização de lucros para continuar subindo. A contagem interna dessa onda determinará qual tipo de correção teremos (três = Flat, cinco = zigzag).

• Onda B – Esta onda é extremamente difícil e sempre complicada de se localizar. Caso seja Flat, esperamos que volte até o início da Onda A. Se for um zigzag, a retração mais comum é de 61,8% da onda A.

•Onda C – Quando ocorrem em uma queda, são devastadoras. Há muitas características parecidas com a onda 3.
Expansão comun: zigzag = 100%, 138,2%, 161,8% da Onda A. Flat = 123,6%, 138,2% da Onda A.

Colocando em Prática

a) Ibovespa

b)Petrobras

c)Vale