Quais são as melhores táticas de Análise Fundamentalista para Commodities?

Táticas são componentes de uma estratégia, cuja finalidade é alcançar determinada meta ou objetivo. Entendendo que as commodities movimentam-se em ciclos relativamente longos, refletindo períodos de safra e entressafra, podemos então acreditar que indicadores técnicos rastreadores de tendência podem ser interessantes de serem aplicados dentro do plano de trading nesses ativos.

É importante levar em consideração que a composição dos contratos, variação mínima, limite de oscilação, volatilidade, margens, horários de negociação e liquidez são diferentes entre si, e isso faz toda diferença na hora de escolher o ativo.

Por exemplo: Operar milho é bem mais tranquilo do que operar café. Embora ambos sejam bem direcionais, o café é mais volátil, mais caro e mais errático.

Uma boa tática para se operar commodities agrícolas é o uso de indicadores de tendência. existem vários deles, e entre os tempos gráficos, sugiro que use a partir de 30min, pois como a liquidez em geral, desses ativos na nossa Bolsa é baixa, a análise técnica perde confiabilidade em tempos gráficos demasiadamente curtos.

Não posso deixar de comentar sobre a relevância dos fundamentos de cada commodity. Comentei no vídeo que não é necessário ser profundo conhecedor dos fundamentos, você não precisa ser agrônomo, produtor rural ou representante de indústria consumidora desses insumos para operar contratos futuros. É perfeitamente possível operar apenas analisando os gráficos, mas entender os ciclos sazonais ajuda a traçar um plano mais adequado.

O café é um ativo mais caro e mais volátil, acompanha cotações do café na Bolsa de NY. O Brasil é um dos maiores produtores do mundo, o preço pode variar também com a influência de entrada de oferta de café de qualidade diferente do padrão Bolsa, pois pode impactar no apetite da indústria a fazer misturas com diferentes qualidades do grão, a fim de reduzir custos. Além disso, tecnologia agrícola e ciclo bienal do café também impactam na curva de preços. Entre os três principais contratos, é o único que tem entrega física (se o negociador assim desejar), bastando manifestar interesse, para que os trâmites necessários sejam feitos.

O milho BMF tem alguma relação com mercado internacional, mas como os períodos de safra e entressafra são diferentes entre os países, nem sempre os preços seguem a mesma direção. Apesar da correlação com o mercado internacional, a formação de preço é baseada no mercado interno. Acompanhe os indicadores diários por este site: https://www.cepea.esalq.usp.br/br/indicador/milho.aspx

O Boi Gordo é o contrato mais alavancado da Bolsa, e por isso tem o limite de oscilação mais curto, salvo nos últimos 3 dias de negociação do contrato. Também pode ser acompanhado pelo indicador do mercado físico, e tem correlação positiva com o dólar (assim como o milho). Não tem correlação com o mercado de Boi em outras Bolsas, o reflexo dos preços é todo baseado no mercado interno e suas variáveis.

https://www.cepea.esalq.usp.br/br/indicador/boi-gordo.aspx

Antes de escolher a tática, entenda cada um dos contratos, especialmente suas características técnicas, e ao fazer seus estudos, não esqueça de anotar o drawdown máximo, informação de extrema importância para se levar em conta (literalmente) no manejo de risco.

Sobre os horários de negociação, acesse: http://www.b3.com.br/pt_br/solucoes/plataformas/puma-trading-system/para-participantes-e-traders/horario-de-negociacao/derivativos/commodities/

Sobre as características dos contratos: http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/commodities/

Para informações sobre margens, entre em contato com sua corretora.