Do chão ao teto

Existem muitos métodos para se fazer trading, cada um com sua taxa de acerto. Entre eles, o Price Action talvez seja o mais desafiador e efetivo deles. Efetivo porque é um método que se utiliza exclusivamente da análise do comportamento dos preços e seus padrões de formação deixados ao longo do gráfico, sem a utilização de qualquer outro indicador.

De todos os modos de se operar graficamente, as operações de suporte e resistência são as mais populares. Esses pontos, na maior parte das vezes, sugerem que ali estarão se formando  topos e fundos, que poderão ser operados tanto nas reversões como nos rompimentos.

Se o objetivo de todo trader é comprar fundo e vender topo – o que permite extrair o máximo de cada movimento –, suportes e resistências são o caminho para atingir esse objetivo.

Claro que os stops são inevitáveis. Os mercados andam em tendência, as tendências se revertem e isso significa que suportes e resistências serão rompidos em algum momento. Por isso, existe a necessidade de se manter um rígido controle de risco e gestão financeira.

Um suporte pode ser entendido como uma região onde o preço apresenta dificuldades para ultrapassar quando está em queda. É como se houvesse um chão ou uma rede de proteção. O preço chega por ali e fica tentando ultrapassar, mas não consegue descer muito além daquele ponto.

Já a resistência apresenta o mesmo conceito, só que para preços que estão subindo. É como se houvesse um teto ou telhado que dificulta a passagem do preço para além daquela região.

Suportes e resistências mostram ao trader até quais níveis de preço os grandes players estão dispostos a comprar ou a vender. É uma espécie de “daqui não passa” e, por isso mesmo, funcionam muito bem como pontos de reversão e também como alvos para as operações.

Pontos de pivot são um bom exemplo de suportes e resistências. São regiões em que o preço faz uma correção para depois seguir seu movimento. Se, na volta, o preço não conseguir passar daquele ponto de retorno, as chances são grandes dessa região se tornar um ponto de suporte ou resistência.

Visualmente, não é difícil reconhecer essas regiões. Se você diminuir o zoom de um gráfico a ponto de os candles ficarem tão pequenos que se pareçam com linhas grossas e, em seguida, mover o cursor do mouse em cruz verticalmente pela tela do seu computador, verá que, ao longo dos zigue-zagues que o preço faz, existirão regiões em que o preço toca e volta com certa frequência, como se houvesse uma espécie de repelente de candle naquele lugar.

Você notará também que existirão regiões fáceis de ultrapassar e outras bem mais difíceis. É o caso daquela resistência ou suporte em que o preço bate uma vez, volta, e, quando chega ali novamente, ultrapassa sem apresentar dificuldades.

Outras, contudo, se mostraram mais difíceis de serem ultrapassadas e, todas as vezes que o preço passa por ali, acaba voltando.

Há momentos em que o preço fica, digamos, “preso” entre um suporte e uma resistência, dando origem àquilo que denominamos congestão.

Outra característica importante dos suportes e resistências é que, uma vez rompidos, passam a se comportar como seu oposto, ou seja, um suporte rompido vira resistência e vice-versa.

Suportes e Resistências

Há traders conhecidos no mercado que vivem exclusivamente de operar suportes e resistências. Estatisticamente, a maioria dos rompimentos falha. Um bom suporte ou uma boa resistência resistirão a, no mínimo, dois toques antes de serem rompidos.

Mas, uma vez ultrapassados aqueles níveis por duas ou mais vezes, eles já não podem mais ser considerados suportes e resistências confiáveis e, nesses casos, é preferível não operá-los mais.

A operação de suportes e resistências é um método que se mostra bastante lucrativo e com alto índice de acerto. Para isso, é necessário adquirir um profundo conhecimento sobre o comportamento do mercado que será revelado através da dinâmica dos preços. Dessa forma, Teoria de Dow, Ondas de Elliot e leitura de candles, além de uma boa dose de vivência no mercado, poderão ser de grande valia ao trader que decide operar topos e fundos.