Quando o buraco é mais em baixo... ou em cima

Ao observarmos um gráfico, poderemos notar que, eventualmente, surgem espaços vazios entre os candles. Às vezes, são grandes espaços, outras vezes, são muito pequenos, mas todos eles demonstram a ausência de negociação ou, de outra forma, de interesse dos compradores e vendedores em negociar um ativo em determinada faixa de preço.

Os gaps normalmente ocorrem entre o fechamento do mercado de um dia e sua abertura no dia seguinte, mas são também encontrados durante o pregão.

Muitos eventos podem causar um gap, como, por exemplo, uma notícia ou decisão governamental que aconteça depois que o mercado de ações fechou naquele dia. Então, no dia seguinte, o ativo começa a ser negociado a um preço distante do preço de fechamento anterior.

Cria-se, então, uma lacuna ou intervalo de preços, evidenciando que algo importante aconteceu com os fundamentos daquele ativo ou com a psicologia dos investidores que o acompanhavam.

É bastante comum que gaps, em sua maioria, sejam fechados. Isso significa que, em algum momento em um futuro próximo ou distante, os preços voltarão àqueles patamares e completarão o intervalo deixado sem negociação, como se aquilo fosse uma pendência a ser resolvida. Os gaps podem ser de quatro tipos:

Gap de área – é o tipo mais comum de gap. Ocorre no meio de zonas de congestão e não traz maiores implicações ao trading, sendo rapidamente fechados.

Gap de fuga – ocorre geralmente no rompimento de uma congestão ou de uma figura. Se houver aumento do volume em sua formação, isso tornará o gap mais confiável.

Gap de continuação – depois de se iniciar um forte movimento de alta ou de queda, o gap de continuação, embora mais raro, pode acontecer para evidenciar a disposição dos investidores em alcançar novos patamares de preço.

Gap de exaustão – é aquele que ocorre no final de um movimento de alta ou de baixa. Indicando esgotamento da tendência anterior, será rapidamente fechado pela reversão dos preços.

Há ainda um tipo especial de formação de gap chamado Ilha de Reversão. Figura clássica, ocorre quando um ou mais candles separam-se completamente da tendência anterior para, em seguida, haver uma forte reversão que se iniciará com outro gap, mas, como os preços, em sentido contrário, Assim, por exemplo, se a ilha de reversão ocorre em uma tendência de alta, ela ficará isolada por um gap de exaustão que a antecede e um gap de fuga para baixo, que a sucede.

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