Diversificação versus risco

Como diz o velho ditado: renda variável... varia. E se varia, varia também para baixo. Senão seria chamada de renda que só cresce.

Empresas, mercados, países e o mundo passam por ciclos de alta e de baixa. Felizmente, a maioria desses ciclos não ocorre ao mesmo tempo. Quando, por exemplo, o desemprego aumenta, muitos bens deixam de ser consumidos. Entretanto, itens básicos como alimentos e medicamentos caem menos do que a média.

O dólar alto beneficia setores da economia que exportam. Afinal, eles têm custos em reais e receitas em dólar – quando o dólar sobe, as receitas em reais sobem. Companhias aéreas, ao contrário, prejudicam-se quando o dólar sobe. Afinal, a maioria dos seus custos é em dólar.

Imagine agora que você tenha uma carteira de ações composta exclusivamente por empresas atreladas ao dólar. Qualquer movimentação naquela moeda afetará a sua carteira e, sendo você um investidor de longo prazo, que usa suas ações para sua aposentadoria, não ficará feliz em ver seu patrimônio perdendo valor.

É para isso que existe a diversificação. Como os setores não se movimentam todos na mesma direção, colocar em sua carteira ações de diversos setores protegerá seu patrimônio de eventuais flutuações no mercado.

Por outro lado, se uma das ações de sua carteira subir de maneira estrondosa, o efeito dessa alta no conjunto de ações que você tem será diminuído porque as outras ações provavelmente não subirão tanto.

A diversificação ajuda a mitigar o risco e, como vimos, diminui também a rentabilidade média. No entanto, no longo prazo, essa rentabilidade média será bem maior que a renda fixa.

A ação do Magazine Luiza subiu, entre os anos 2015 e 2018, quase 1.300% – bem mais do que qualquer instrumento de renda fixa. A Cielo, por sua vez, caiu, no mesmo período, praticamente 65%.

Mas como ninguém tem bola de cristal para saber qual empresa irá subir ou cair, a diversificação o ajudará a formar uma carteira que ofereça uma boa segurança e proporcione um rendimento bastante satisfatório em relação a qualquer instrumento de renda fixa.

Se você possui um perfil de investidor mais conservador, poderá mesclar sua carteira de ações com alguns títulos de renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e Debêntures, ou mesmo ativos de renda variável menos voláteis como os Fundos Imobiliários (FIIs), que proporcionam renda mensal e poucos altos e baixos.

A diversificação serve exatamente para isso – proteger o seu capital sem abrir mão de uma boa rentabilidade.

Enquanto você aprende a selecionar ações para sua carteira e combiná-las com alguns instrumentos de renda variável, sempre poderá contar com a ajuda do assessor de investimento que as boas corretoras colocam à disposição de seus clientes. Sem pagar nada a mais por essa assessoria, ele é o profissional qualificado e certificado que ajudará você a executar uma estratégia de investimento que atenda seus objetivos de longo prazo.