Tipos de entrada no Price Action

Baseado na Teoria de Dow e nas Ondas de Elliott, o trader perceberá que preço caminha pelo gráfico fazendo apenas dois tipos de movimento: tendência ou congestão. Para cada tipo de movimento que o preço desenha no gráfico, haverá uma entrada específica e bastante precisa.

Preços em congestão sugerem que se deva operar reversões, ou seja, quando o preço chega no suporte ou na resistência daquela congestão, aguarda-se o aparecimento de um candle (ou grupo de candles) de reversão e opera-se contra a tendência.

Entretanto, haverá um momento em que a congestão será rompida e aí a leitura de candles junto com a confirmação por volumes ajudará a detectar esse tipo de movimento.

De todo modo, essas serão as únicas formas de se operar Price Action: por rompimentos ou por reversão.

A operação de pivot, por exemplo, é quando o preço em tendência faz um pullback para, logo em seguida, evoluir em direção à tendência, ou seja, movimento que fazia antes do pullback.

As entradas nos pivots podem ser no fundo (se for um pivot de alta) ou no topo (se for um pivot de baixa) do pullback. Como você já aprendeu, existem duas confirmações possíveis de que o pullback terminou e retomará a tendência: retração de Fibo e candle de reversão.

Já os canais de alta ou de baixa são operados todas as vezes que o preço toca uma das linhas do canal e reverte em direção à linha oposta.

Com a prática constante, será possível para o trader aprimorar sua habilidade operacional e aumentar sua taxa de acerto nos trades.

Para aqueles que estudam e praticam o Price Action, a recompensa virá em forma de alto índice de acerto e bons lucros no bolso.

Stops

Independentemente do tipo de entrada e do modo operacional, todo trader deve estar ciente de que jamais acertará todos os trades que operar. Há uma possibilidade de erro e ela está relacionada ao fato de que o mercado é imprevisível, embora costume repetir padrões – só não se sabe exatamente em que momento determinado padrão irá ocorrer.

Portanto, trading é uma questão de probabilidade. Opera-se na direção em que o preço demonstra maiores chances de se deslocar. Por isso, é fundamental a correta colocação do stop.

É ele que delimitará as perdas caso a análise esteja equivocada ou se o mercado for para direção contrária àquela que o investidor havia imaginado. Lembre-se que trading é probabilidade. Se há 70% de chance de o preço ir em determinada direção, haverá 30% de chance de ele não ir. O Stop serve exatamente para essas ocasiões.

O Stop Loss é a proteção do trader para quando o preço voltar contra sua posição. Ele é determinado pela leitura de candles como, por exemplo, no caso de reversões em que os stops geralmente se localizam no fundo anterior ou na mínima do candle que indica a reversão da tendência.

Já o Stop Gain poderá ser o próximo suporte, resistência ou, até mesmo, por medições de Fibonacci, apoiando as projeções das Ondas de Elliott, por exemplo, além de topos e fundos anteriores.

Além dos critérios técnicos, há ainda uma alternativa para quando o stop loss determinado pela leitura de candles for muito grande e, mesmo assim, o trader queira entrar na operação por alguma razão. Esse modo é o stop fixo, baseado em um valor financeiro fixo ou em uma quantidade de pontos ou centavos pré-determinada.

Cabe ressaltar que, na maioria das vezes, esse tipo de stop desconsidera critérios técnicos, o que por si só aumenta consideravelmente o risco da operação e, portanto, as chances de ver sua operação ser interrompida por um stop.

Assim, traders iniciantes devem tomar mais cuidado com a determinação dos pontos de entrada e de saída de suas operações até que adquiram a experiência que lhes dará a segurança necessária para operar com maior desenvoltura chegando, em alguns casos, a arriscar operações mais ousadas como viradas de mão quando o mercado assim o permitir.

Risco x Retorno

Há uma relação estreita entre taxa de acerto e relação risco x retorno. Na maioria das modalidades de trading, dadas as características do mercado e da natureza probabilística do movimento dos preços, a taxa de acerto não será muito grande. Eventualmente, ela será até menor do que 50%.

Por isso, é importante que as operações tenham alvos longos ou, pelo menos, maiores que os stops.

O fato é que a relação risco x retorno deverá levar em conta que, caso a operação sofra um Stop Loss, os custos operacionais serão somados ao valor perdido, ao passo que no Stop Gain, os custos operacionais serão deduzidos do valor ganho. Isso significa que, necessariamente, – e dependendo da taxa de acerto – a melhor relação risco x retorno sempre será maior ou igual a 2:1, ou seja, para cada ponto de loss, o alvo será pelo menos dois pontos de gain.

Considerações Finais

Vimos que o Price Action é uma metodologia de trading bastante eficiente e que está ao alcance de todos os profissionais do mercado, desde o iniciante até o trader que possui larga vivência no mercado.

O ponto que deve ser ressaltado é que, mesmo com toda a sua eficácia, o Price Action possui critérios de entrada e de saída nas operações que deverão ser observados com rigor.

Antes mesmo de se disparar uma ordem de compra e de venda, é fundamental que o trader avalie a operação e calcule rapidamente se o tamanho do stop e a relação risco x retorno possibilita a realização do trade em consonância com sua estratégia principal.

O trading não é algo que se limita a olhar um gráfico e, com base nisso, comprar e vender ativos. Ele é fruto da análise de um complexo conjunto de variáveis que envolve tomada de decisão, gestão financeira, controle psicológico, análise de risco e estudo constante.

Por isso, sugerimos que acompanhe a programação diária do Portal do Trader para que isso o ajude a agregar conhecimento e a trocar experiência à medida que você amadurece profissionalmente.

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Novos Horizontes

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