De um candelabro, uma ideia

A ideia de se criar um símbolo que contivesse informações sobre um período de negociações aconteceu por volta de 1750, no Japão, por um bem-sucedido comerciante de arroz chamado Munehisa Homma inspirado nas velas (candle em inglês) dispostas em um candelabro (candlestick) em sua sala.

Até a década de 1980, o mercado ocidental utilizava barras para marcar os preços de abertura, máxima, mínima e fechamento. Foi Steve Nilson que ajudou a popularizar a utilização do padrão japonês de marcação, baseado em velas ou candles, que, por propiciar uma melhor visualização, acabou difundindo-se por todo o mercado e hoje é o mais utilizado.

Um candle, encerra as variações de preço ocorridas em um determinado período de negociações, seja de 1 minuto, 15 minutos, 1 hora, 1 dia, 1 mês, 1 ano ou qualquer período que se queira analisar.

Sua formação começa com a marcação do preço de abertura no período considerado e termina com a marcação do preço de fechamento daquele período. Assim, o corpo do candle compreende o intervalo de preços entre abertura e fechamento.

Além disso, ficarão marcados também os preços máximos e mínimos atingidos naquele período de negociação. Essas negociações, em decorrência de uma série de variáveis, poderão ser mais ou menos voláteis, dando origem a movimentos de amplitudes distintas, que são os intervalos entre os preços de negociação.

Como esses intervalos variam de acordo com a disposição de compradores e vendedores, eles formarão desenhos distintos de candles dispostos no gráfico.

Por essa razão, os diversos tipos de candle tomados isoladamente ou em grupos, irão configurar padrões que podem ser interpretados como indicadores seguros das intenções dos investidores, refletidas no movimento dos preços. Dessa forma, teremos candles de continuação, de reversão, grupos de candles formando figuras que têm nomes sugestivos, como bandeira, flâmula, bebê abandonado, martelo e estrela da manhã.

Ao longo do período de negociações, os preços podem oscilar acima e abaixo dos preços de abertura e fechamento. O candle indicará essa oscilação, desenhando uma linha – também chamada de pavio ou sombra – acima e abaixo do corpo do candle sempre que os preços oscilarem para além deste.

Assim, candles com pouco corpo e muita sombra mostram equilíbrio de forças, o que pode ser interpretado como indecisão de mercado. Candles muito grandes e sem pavio – conhecidos como marubozu – indicam um mercado com muita força para um dos lados.

Já um candle com um corpo pequeno e um pavio enorme apenas em um dos lados mostra que o movimento para o lado do pavio foi frustrado e há chances do movimento seguir para o lado que ficou sem pavio.

Mais do que um mero indicativo de uma rodada de negociações, o candle encerra em si uma história de disputa de poder entre compradores e vendedores e sua forma final fornecerá um seguro indicativo de que tipo de investidor está dominando o mercado naquele momento.

Candles

Aprender a reconhecer, nos candles, as forças que movem o mercado é um dos segredos do Price Action. Observar sua formação enquanto o candle é construído poderá ajudá-lo a analisar o mercado e reforçar sua entrada nas operações que pretende realizar.