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Principais características do Contrato de Índice Cheio e do Mini-índice futuro

Como o nome sugere, contratos futuros são ativos em que se negocia o preço de algo no futuro. Os contratos futuros surgiram há muito tempo como um mecanismo de proteção contra a variação de preços de mercadorias.

Produtores de alimentos tinham que investir um bom dinheiro para comprar sementes, adubo, pagar funcionários sem nenhuma garantia de que iriam vender sua produção quando chegasse a época da colheita.

Então, para garantir que haveriam compradores dispostos a pagar um valor suficiente para cobrir seu custo de produção e mais um percentual de lucro, esses produtores começaram a vender compromissos de compra e venda de mercadorias no futuro.

No começo, obviamente, não havia bolsas organizadas e os compradores de vendedores negociavam seus contratos um a um, o que é muito parecido com o que hoje é conhecido como contratos de negociação a termo.

Com o avanço desse tipo de mercado e o surgimento das bolsas de mercadorias, surgiu a ideia de se padronizarem contratos. Isso ocorreu porque, como as negociações estavam relacionadas a interesses específicos das partes envolvidas, não era possível, caso surgisse algum contratempo, repassar esse contrato a outra pessoa. Afinal nem todo mundo estaria interessado, por exemplo, em comprar 1.719 toneladas de milho em setembro.

Isso significa que os contratos a termo não possuíam liquidez, o que acabava limitando as possibilidades de negociação.

Os contratos futuros surgiram então como a solução. Eles são uma evolução dos contratos a Termo e a diferença é que neles, além de ser possível efetuar a liquidação financeira a qualquer tempo – o que abriu espaço para atividades especulativas –, os ativos ligados a essa nova modalidade eram padronizados. Assim, se um negociante quisesse comprar contratos futuros de soja, milho ou algodão, bastaria comprá-los em múltiplos de uma quantidade padrão até se aproximar daquilo que necessitavam.

Digamos que você precisasse comprar 1800 sacas de milho para o próximo mês. Se não houvesse contratos futuros, talvez tivesse dificuldade para encontrar algum produtor com a disponibilidade de exatas 1800 sacas de milho na quantidade, no valor e no prazo que você precisa.

No mercado de futuros, bastaria comprar quatro contratos padrão de 450 sacas cada um, o que garantiria o atendimento da sua necessidade.

Essa ideia de padronizar algo e negociar no mercado futuro rapidamente se estendeu a outros ativos, inclusive ativos financeiros como moedas, índices e taxas de juros.

No Brasil, o mercado futuro de Índice Bovespa se tornou bastante popular por uma série de razões. A existência dos Minicontratos, que têm como característica principal a necessidade de margens baixas e altíssima liquidez, possibilitou a entrada de inúmeras pessoas no mercado de capitais.

Uma das grandes vantagens desse ativo é sua escalabilidade. É possível começar a operar com apenas um contrato e ir aumentando aos poucos à medida que se progride financeiramente. E, caso ocorram reveses, basta diminuir a quantidade de contratos operados até que se restabeleça a consistência anterior.

Por essas características, o Minicontrato de Índice é o ativo preferido de traders iniciantes. Além disso, sua volatilidade oferece muitas oportunidades de trade no mesmo dia, favorecendo micro scalpers, scalpers e day traders.

Além da especulação financeira realizada pelos traders, o contrato futuro de Índice, seja ele cheio ou mini, possibilita a realização de estratégias de hedge ou proteção para carteiras de ações de longo prazo.

Toda essa versatilidade faz do Mini-índice o ativo favorito de traders e investidores.

Nomenclatura

Os contratos de Mini-índice são indicados pelas letras WIN seguidas da letra do mês de vencimento e do ano:

WIN  m  aa

Onde m é a letra do mês de vencimento e aa são os dois últimos dígitos do ano de vencimento

Os vencimentos são indicados por meio das letras:

G - Fevereiro

J - Abril

M - Junho

Q - Agosto

V - Outubro

Z - Dezembro

Vencimento

Os vencimentos ocorrem nos meses pares, na quarta-feira mais próxima do dia 15. Se esse dia for feriado ou não houver pregão na BM&FBOVESPA, a data de vencimento será o dia útil subsequente.

Dessa forma, um contrato de Mini-índice com vencimento para 16/10/2017 do ano de 2017 terá o seguinte código  WINV17.

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