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Ondas de Elliott: como identificar movimentos e expandir suas habilidades na Análise Técnica

Aprenda a utilizar as regras de Ondas de Elliott (uma das bases da Análise Técnica) e aplique essa estratégia nos gráficos junto com Fibonacci.

Análise Técnica Fev 11, 2021

Se segura na cadeira, toma um café e se concentra. Aqui vamos comentar toda a origem das Ondas de Elliott e como podemos aplicar o estudo dessa análise técnica no dia-a-dia, seja para Day Trade ou qualquer outra modalidade.

Veremos como que a capacidade de observação de Elliott proporcionou um estudo que pode ir muito além dos gráficos.

A origem das Ondas de Elliott

No início dos anos 1930, Ralph Nelson Elliott, começou a estudar o comportamento dos ativos negociados na Bolsa de Valores de seu país. Ele buscava padrões no comportamento dos preços e, para isso, observava-os em diversos tempos gráficos – de 30 minutos a 1 ano. Em 1938, publicou a conclusão de seus estudos no livro que se tornou a maior das referências da análise gráfica em todo o mundo: The Wave Principle.

Nele, Elliott afirmava que os mercados comportavam-se de acordo com leis naturais que poderiam não apenas ser medidas, mas também previstas por meio da utilização dos números de Fibonacci.

Apenas a título de curiosidade, poucos sabem que Elliott continuou seus estudos e aplicou sua teoria a todo o comportamento humano. Em Junho de 1946, 2 anos antes de sua morte, Elliott publicou seus novos estudos em um livro intitulado Nature's Law–The Secret of the Universe, que é leitura bastante interessante e valiosa para entender como os conceitos matemáticos de sua teoria se aplicam ao funcionamento do comportamento das pessoas.

As 3 regras de Ondas de Elliott

Através da observação, Elliott concluiu que os preços costumam seguir um padrão, independentemente do tempo gráfico. Utilizou a teoria fractal para entender que um determinado padrão ou modelo poderia se replicar indefinidamente, em qualquer escala de tempo, para cima ou para baixo, para dentro ou para fora.

Dessa forma, buscou aplicar o movimento fractal à movimentação dos preços. Ele viu que os mercados funcionam em ciclos de impulsão e correção, sendo que a impulsão era formada por cinco ondas enquanto que a correção seria formada por três ondas. Seguindo esse modelo, cada uma das ondas de um determinado nível seria formada pelo mesmo padrão de ondas que as do nível anterior, ou seja, 5 ondas (1, 2, 3, 4, 5) mais 3 ondas (A, B, C):

Exemplo de Ondas de Elliott com ondas motivas e ondas corretivas
Exemplo de Ondas de Elliott com ondas motivas e ondas corretivas

A partir do estudo, Elliott reparou que três regras não podiam ser quebradas para que estes ciclos fizessem sentido:

Regra 1: A onda 2 nunca ultrapassa o início da onda 1. Se a onda 1 iniciar em determinado patamar, a onda 2 sempre fará um fundo mais alto. Se fizer um fundo mais baixo, a onda anterior não será contada como onda 1.

Regra 1 de Ondas de Elliott
Regra 1 de Ondas de Elliott

Regra 2: A onda 3 nunca é a menor entre as ondas 1,3 e 5. Geralmente, é a maior em quase todos os ativos. Se, porventura, em sua contagem, você constatar que aquilo que chama de onda 3 é a menor onda entre essas, então houve erro de contagem.

Regra 2 de Ondas de Elliott
Regra 2 de Ondas de Elliott

Regra 3: A Onda 4 nunca pode entrar na área da Onda 1.

Regra 3 de Ondas de Elliott
Regra 3 de Ondas de Elliott

Estes são os primeiros passos de uma análise de Ondas de Elliott, e certamente os mais importantes. Conseguir identificar em que onda os preços estão vai te proporcionar a possibilidade de antever os próximos movimentos.

Exemplo de um Ciclo completo no gráfico do IBOVESPA:

Ciclo Completo de Ondas de Elliott no Ibovespa

Quer dizer que só temos estas 3 regras para aprendermos sobre Ondas de Elliott? Não. Existem muito mais informações sobre esta análise, mas o entendimento do ciclo é o passo mais importante para o aprendizado desta análise técnica.

Dominando estes pontos, o entendimento das ondas que têm um comportamento mais impulsivo e das ondas com comportamento mais corretivo vai ser muito facilitado. Para se ter uma ideia, o assunto é tão longo e tão detalhado que abordamos no Plano TNT com uma profundidade que somente uma aula com vídeo e com mais exemplos pode fazer.

Ondas de Elliott Aplicada

Outro fato extremamente importante dentro do conceito de Ondas de Elliott é a inclusão do Fibonacci na análise aplicada. Frost e Prechter, que escreveram o livro Elliott Wave Principle: Key to Market Behavior dividem o aprendizado de Ondas de Elliott em dois pontos: teoria de Ondas de Elliott e a aplicação desta teoria com a utilização do Fibonacci.

Vale um parênteses para dizer que o livro acima pode ser considerado uma das bíblias do aprendizado de Ondas de Elliott. Assim como é válido destacar a importância do autor Robert Prechter para o desenvolvimento da análise, ainda atuante por este site.

Introdução ao Fibonacci

Palavra conhecida pela quase totalidade dos traders, o nome Fibonacci está ligado à notória figura de um matemático italiano, de nome Leonardo Fibonacci, nascido na cidade de Pisa em 1170, que ficou famoso por utilizar em seus estudos uma sequência de números que, originários no antigo Egito e utilizados na construção das grandes pirâmides, possuía propriedades curiosas.

0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, ...

A sequência, constituída de termos que resultavam da soma dos dois termos anteriores, gerava uma razão constante na divisão de dois termos consequentes e antecedentes.

A partir do número 55, dividindo-se qualquer número pelo seu anterior, resultaria em 1,618 e, pelo seu sucessor, em 0,618, indefinidamente.

Descobriu-se que a razão gerada pelo número 1,618 está presente em praticamente todas as formas e fenômenos naturais conhecidos no universo, do microcosmo ao macrocosmo.

Além disso, outros números conhecidos derivam dessas duas razões, e podem ser obtidos de diversas relações entre as duas razões principais, entre elas:

1 – 0,618  =  0,382

Com a ideia de que as forças que movem o mercado seriam regidas por leis naturais, dada a condição humana por trás das operações, criou-se aquela que talvez seja a ferramenta mais utilizada no mercado de capitais para projeção de preços com base em gráficos da análise técnica.

Mas como aplicar Fibonacci nas Ondas de Elliott?

A utilização da aplicação Fibonacci com Ondas de Elliott facilitou demais o entendimento da análise. Mas é importante salientar que apesar das expansões e retrações Fibonacci auxiliarem, elas não são uma regra, mas sim um guia para o elliottista.

A utilização dos valores 38,2%, 61,8% e 161,8%, que são os mais importantes da sequência Fibonacci, vai influenciar no tamanho das ondas, na impulsão e na correção que o movimento pode ter.

Vamos pensar naquele ciclo de ondas que falamos anteriormente e fazer uma separação entre ondas. A partir disso teremos uma ideia de quais são as retrações mais esperadas..

• Onda 1 – Essa onda é difícil de ser estimada, exatamente porque é a primeira e não temos certeza de onde estamos.

• Onda 2 – Geralmente, temos uma forte retração da Onda 1. 61,8% de retração da onda 1 é o mais esperado.

• Onda 3 – São as Ondas mais fortes e quase sempre geram um maior volume e movimentação dos preços. Esperado é que a onda 3 viaje pelo menos 161,8% da onda 1.

• Onda 4 – Essa é uma onda corretiva. Esperamos uma retração de 38,2% da onda 3.

• Onda 5 – No mercado de ações, essa onda é mais lenta do que a onda 3, mas, no mercado futuro, pode ser a onda mais forte. Espera-se 38,2% ou 61,8% da onda 0 a 3.

• Onda A – O mercado acredita que essa onda é somente uma pequena realização de lucros para continuar subindo.

• Onda B – Se for uma correção em zigzag, a retração mais comum é de 61,8% da onda A.

•Onda C – Quando ocorrem em uma queda, são devastadoras. Há muitas características parecidas com a onda 3. A expansão esperada é de 161,8% da onda A.

Conclusão: Seguindo os passos para utilizar as Ondas de Elliott

O primeiro passo da análise com Ondas de Elliott é buscar entender em que onda você se encontra e a utilização das regras vai te ajudar neste processo. Só depois disso que será possível ter uma expectativa em relação ao próximo movimento. Por exemplo: Sabendo que você está numa onda 2, espera-se que em algum momento comece uma onda 3.

O passo seguinte é a utilização das retrações e expansões Fibonacci para conseguir buscar pontos de entrada e de saída das operações. Lembre-se que o Fibonacci vem depois de as regras de Ondas de Elliott serem aplicadas. Não faz sentido aplicar Fibonacci numa onda que não segue a teoria de Elliott, nesta análise.

Veja que a ideia neste artigo foi fazer basicamente uma divisão entre a parte teórica das Ondas de Elliott, apresentando as regras principais, e a parte de aplicação prática com Fibonacci.

Aqui lidamos com uma análise, mas se você quer mesmo se aprofundar em tudo que o mundo de análise técnica tem para oferecer, faça o curso gratuito de Análise Técnica do Portal do Trader.

O entendimento de outras abordagens, certamente facilita na observação dos padrões de Ondas de Elliott. Não deixe de se aprofundar no conteúdo!

Até o próximo post!

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Augusto Andrea

Augusto Andrea é economista especializado em macroeconomia, ciclos e ativos de renda fixa.

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Espero que você aprenda com esse artigo.

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