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Carteira de Investimentos: Importância e Como montar em 2021

Este guia vai te ensinar a montar uma carteira de investimentos para atingir seus objetivos, mesmo que você seja Trader. Entenda a diferença entre carteira de dividendos, de crescimento e veja como diversificar e obter renda passiva!

Ações Mai 11, 2021

Ao longo dessas últimas semanas, muita gente tem vindo me perguntar sobre como montar uma carteira de investimentos de longo prazo.

E não são somente traders. São pessoas de todos os lugares.

A razão para isso é fácil de entender – os traders já começaram a perceber a diferença entre renda ativa e renda passiva.

Sabem que para ganhar dinheiro no day trade, ainda que seja muito dinheiro, terão que trabalhar para conseguir renda.

Esta é uma situação bem diferente de você ter um patrimônio que gere renda para você, sem que você precise trabalhar ativamente para isso.

Sim, eu sei que você tem que fazer avaliações periódicas de sua carteira, mas isso é muito diferente do que bater ponto no pregão da Bolsa todos os dias.

Então decidi escrever este artigo para ajudar todas essas pessoas que pensam em investir parte da sua renda em uma carteira de longo prazo.

Leia também:

Importância de montar uma carteira de investimentos

Montar uma carteira de investimentos é fundamental para obter renda passiva
Montar uma carteira de investimentos é fundamental para obter renda passiva

Como eu disse no início deste texto, há uma diferença entre renda ativa e renda passiva.

Imagine que você é um trader bem sucedido e ganha muito dinheiro. Todos sabemos que, na média, as pessoas vivem de acordo com aquilo que ganham.

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Então, independentemente de quanto você ganha no day trade ou em qualquer profissão, você adotará um padrão de vida e terá que arcar com os custos disso.

Agora imagine que por uma razão qualquer, você tenha que parar de trabalhar. Sim, a vida é cheia de surpresas e o inesperado acontece nas melhores famílias.

Se parar de trabalhar, o dinheiro para de entrar. Traders de varejo são autônomos e isto significa que não tem salário no final do mês. E traders institucionais dependem de um emprego.

Em todos esses casos, parar de trabalhar significa fechar a torneira que põe dinheiro na sua conta.

E se o período sem renda perdurar, o dinheiro que você tem se esgota e, para conseguir mais dinheiro, terá que trabalhar.

Existem pessoas – e você deve conhecer algumas delas – que não pensam no futuro, não poupam, não investem para longo prazo acreditando que lá na frente a vida se resolve.

Isso me lembra aquela famosa lenda da Cigarra e da Formiga que certamente você já conhece.

Ela é a metáfora perfeita do investidor. Enquanto a Cigarra (investidor de longo prazo) trabalha diligentemente em criar reservas para quando o inverno (velhice / aposentadoria) chegar, a Formiga (pessoa irresponsável com seu futuro e o de sua família) fica se divertindo.

Mas então chega o inverno e a formiga, passando por sérias necessidades e privações, vai pedir à Cigarra ajuda porque não se preparou para dias mais difíceis.

Esta é a ideia da carteira de investimentos de longo prazo – ajudar você a ter, além de segurança, uma renda passiva inesgotável, que se bem cuidada, ficará de herança para seus descendentes.

Mas não pense que isto acontecerá somente quando você estiver perto dos 100 anos. Se souber aplicar seu dinheiro, você poderá usufruir de sua aposentadoria ainda jovem, em uma idade que dá pra curtir muito bem a vida.

E montar uma carteira de investimentos de longo prazo não é algo muito complexo. Vamos ver, ao longo desse texto, como se faz isso.

Como funciona uma carteira de investimentos?

Existem muitas formas de se montar uma carteira de investimentos e isso tem a ver com seu perfil como investidor, objetivos e prazo em que você quer começar a colher os benefícios da carteira.

Mas calma, isso é mais simples do que parece à primeira vista. Vamos dividir isso em partes para ficar mais fácil.

Carteira de investimentos por objetivo

Carteira de crescimento – é aquela que todo mundo pensa quando se fala em investimento, ou seja, uma carteira que faça o seu patrimônio, em dinheiro (Reais, Dólares, Euros ou qualquer outra moeda), crescer.

Carteira de dividendos – é aquela cujo objetivo do investidor é obter uma espécie de salário (mensal, trimestral, semestral e assim por diante). Nesse caso, a meta do investidor não é financeira, mas em quantidade de ativos, porque sendo cada ativo um pequeno pagador de dividendos, quanto mais ativos tiver a nossa carteira, mais dividendos ela nos pagará, ou seja, maior será o nosso “salário”.

Alocação por classe de ativos

Diversificada – a estrutura desse tipo de carteira está diretamente ligada ao perfil do investidor. Você pode colocar ativos de renda fixa (como Tesouro Direto, Debêntures e CDBs) ou renda variável (como Ações, ETFs, FIIs, Moedas, Ouro, etc.). Essa carteira terá uma rentabilidade menor, mas a própria diversificação protege o patrimônio do investidor porque a queda eventual de alguns ativos poderá ser compensada pela alta ou resistência de outros.

Concentrada – aqui você poderá ter, por exemplo, uma carteira de Small Caps e ativos de maior risco para potencializar o crescimento do seu patrimônio. Pode também concentrar sua carteira em empresas pagadoras de dividendos como por exemplo empresas do setor elétrico, Bancos, Tecnologia, Seguradoras e Saneamento.

Ou, se você deseja ter uma renda mensal, pode concentrar sua carteira em Fundos Imobiliários ou alguns ETFs gringos que pagam dividendos mensais, garantindo assim uma espécie de “salário”.

O que significa uma carteira de investimentos bem diversificada?      

Imagine que você tenha uma carteira com três ativos, todos de empresas de saneamento como Copasa, Sanepar e Sabesp.

Agora pense no que aconteceria se o governo resolver dar uma canetada nessas empresas gerando insegurança nos acionistas.

O que acontece é que sua carteira toda irá desvalorizar muito. Mesmo que você tenha essas empresas apenas por causa dos dividendos, a insegurança sobre o futuro dessas empresas poderá deixar você intranquilo até que a situação se resolva, mesmo sabendo que saneamento é um serviço essencial e jamais deixará de existir.

Agora pensa que você tem uma carteira com apenas dois ativos – Sanepar e Weg.

Mesmo com uma eventual canetada do governo, a Weg, que é uma empresa privada, gigante e uma das melhores empresas do mundo em seu setor, irá segurar a queda da outra empresa.

Este pequeno exemplo sozinho já mostra a importância da diversificação da sua carteira. A diversificação protege seu patrimônio de eventuais solavancos em um ou outro setor.

Mas é claro que nenhum investimento estará 100% protegido. Existe também o risco sistêmico (quando o mundo inteiro é afetado), o risco país e muitos outros riscos.

Então, o que a gente faz para se proteger? Diversifica.

Ativos de renda fixa irão proteger você dos riscos da renda variável. Ativos como FIIs e REITS (que são uma espécie de FII gringo) trarão mais estabilidade à sua carteira.

Investimentos em empresas do exterior protegerão você de riscos ligados ao governo brasileiro e assim por diante.

Claro que quanto maior a diversificação, menor a rentabilidade média potencial mas é preferível você abrir mão de um pouco de rentabilidade do que arriscar perder boa parte do seu suado dinheirinho em um evento qualquer.

Exemplos de uma carteira de investimentos

Aqui trazemos algumas ideias de carteira de investimentos, mas você tem que olhar isso como uma ideia geral.

Para escolher empresas específicas, você terá que entender o básico de análise fundamentalista para poder escolher os ativos que irão compor a sua carteira.

Carteira de investimentos longo prazo

Uma carteira de investimento de longo prazo é aquela que está na categoria Buy & Hold, ou seja, você fica sócio de boas empresas e mantém essas ações na sua carteira para sempre.

A ideia é nunca vender as ações.

Nesse tipo de carteira, uma empresa só sai de sua carteira se a empresa perder seus fundamentos (o que leva uns 2 a 3 anos pelo menos). Portanto essa carteira não tem Ordem Stop – isso não faz o menor sentido.

Se uma das empresas da sua carteira começa a perder fundamentos, a primeira coisa que você faz é parar de aportar dinheiro naquele ativo.

E se resolver vender, você vende aos poucos, no limite de isenção da Receita Federal para não ter que pagar impostos.

Portanto, vá sem pressa – estamos falando de longo prazo.

Então, nesse tipo de carteira, você colocará empresas de bons fundamentos, que tenham perspectivas de crescimento.

Por exemplo, um Bancão tradicional poderá, nos próximos 20 anos, crescer menos do que uma Fintech.

Uma empresa de tecnologia que tem um serviço inovador tende a crescer mais rapidamente do que uma empresa que faça transmissão de energia elétrica.

Portanto, em uma carteira de longo prazo que vise o crescimento patrimonial, coloque empresas promissoras em seus setores de atuação, e acompanhe a solidez de sua gestão ao longo dos anos.

Carteira de investimentos para iniciantes

Para quem nunca investiu em renda variável e ainda vai começar a estudar o assunto, a forma mais tranquila de se começar é montar uma carteira de ETFs.

Apesar de alguns analistas criticarem esse produto financeiro, esta é a melhor saída para quem quer começar uma carteira de renda variável e não tem nenhuma experiência.

Outro ativo excelente para incluir em uma carteira iniciante é comprar todos os meses títulos de renda fixa que paguem juros semestrais.

Escolha uma data bem longa (tipo daqui mais de 20 anos) e todos os meses ao longo desse tempo, comprometa-se a comprar um pouquinho desses títulos (sim, você pode comprar frações).

O legal desses títulos é que, além da segurança, você poderá reinvestir os juros pagos, o que aumentará seus aportes.

Nas taxas de juros atuais, você conseguirá aumentar seu patrimônio em 50% em 10 anos, o que – para longo prazo – é excelente.

Há ainda uma classe de ativos bem tranquila para se colocar em uma carteira iniciante que são os Fundos Imobiliários.

Mas como isso requer que você conheça os ativos e os estude, você pode começar com os FOFs – Fund of Funds, que são FIIs que investem em uma carteira de FIIs.

A vantagem disso é que você terá gestores profissionais cuidando de suas carteiras (sim, você deve colocar seu dinheiro em mais de um FOF).

A desvantagem é você pagar duas vezes a taxa de administração, mas isso, acredite, não vai fazer tanta diferença no final das contas.

Carteira de investimentos para aposentadoria

Uma carteira de ações pagadoras de dividendos é ideal para a aposentadoria
Uma carteira de ações pagadoras de dividendos é ideal para a aposentadoria

Uma carteira de investimentos para aposentadoria pode ser obtida com uma carteira de ações pagadoras de dividendos.

A rigor, uma empresa que paga bastante dividendos é aquela que já atingiu sua maturidade e não irá crescer na mesma velocidade com que cresceu no passado.

Claro, há exceções mas, de um modo geral, a empresa madura – não tendo muito para onde crescer – não terá o que fazer com o lucro gerado e, portanto, irá direcionar esse dinheiro para a remuneração de seus acionistas.

Há alguns setores que tradicionalmente são compostos por empresas boas pagadoras de dividendos. Eu gosto muito da abordagem do Luis Barsi que chama isso de BESST:

  • Bancos
  • Elétricas
  • Seguros
  • Saneamento
  • Telecom

Mas eu incluiria nesse roll os Fundos Imobiliários (FIIs) que pagam dividendos mensais e ETFs, REITs e  Stocks (ações americanas).

Nos Estados Unidos há uma classificação chamada Dividend Aristocrats, que são empresas que pagaram dividendos crescentes a cada ano, ininterruptamente, pelo menos nos últimos 25 anos.

Além de seguras, essas empresas são bastante confiáveis e é fácil encontrá-las a partir de uma rápida pesquisa no Google.

Qual é a melhor divisão de uma carteira de investimentos?

Não há, de fato, uma divisão que seja melhor e que ao mesmo tempo sirva para todo mundo.

Cada um tem um perfil, está em uma fase própria da vida e tem uma condição financeira. Não se pode esperar o mesmo perfil de segurança de um investidor de 30 anos e outro de 70 ou ainda de uma pessoa de 40 anos com filhos na faculdade.

Portanto, uma regra geral certamente apresentaria falhas.

Alguns analistas falam bastante na regra dos 80: pegue a sua idade atual e subtraia de 80. O resultado será o percentual de sua carteira que deve ser alocado em Renda Variável. Por exemplo, você tem 38 anos de idade.

Então 80 – 38 = 42. Dessa forma, você deverá dividir sua carteira em 42% de ativos de renda variável e 38% de ativos de renda fixa.

A ideia por trás dessa fórmula é que, quanto mais velho, menor deve ser sua exposição ao risco, já que você teria menos tempo de recuperar seu dinheiro após uma queda nas ações.

Mas note que essa é uma visão bastante voltada para o valor das ações. Um senhorzinho de 80 anos pode ter a maior parte do seu patrimônio em FIIs e empresas BESST que estará bastante seguro.

Afinal, uma queda nas cotações dos ativos não provocará significativas reduções na renda gerada.

5 Dicas de como montar uma boa carteira de investimentos

Antes de iniciar a construção de uma carteira de investimentos, temos que estudar sobre o assunto, fazer uma auto-análise para entender qual é o nosso perfil atual e quais serão nossos objetivos de longo prazo.

Preparei aqui 5 dicas básicas para você começar a pensar no assunto.

Comece a desenvolver o hábito de poupar

Carteira de Investimentos: você precisa destinar parte da sua renda para a compra de ativos
Carteira de Investimentos: você precisa destinar parte da sua renda para a compra de ativos

Sim, poupar é um hábito que se pode adquirir. Durante a juventude temos pressa de adquirir todas as coisas que gostamos, mas muitas dessas coisas são passivas, ou seja, tiram dinheiro do nosso bolso.

Habitue-se a destinar uma pequena parte da sua renda na compra de ativos, que são investimentos que geram mais dinheiro como dividendos e juros.

2. Defina o risco dos seus investimentos antes de montar uma carteira

Seu perfil de risco muda com a idade e fase de vida. Como dissemos anteriormente, o perfil de risco de um(a) jovem solteiro(a) de 30 anos é diferente de uma mãe de família, ou pai, que tenha filhos em idade escolar, e é diferente de um casal de idosos com despesas médicas de alto valor.

Procure então adequar os ativos de sua carteira ao seu perfil de risco. Na fase de acumulação, você pode comprar um pouco mais de risco em troca de uma boa rentabilidade.

Mas à medida que a vida vai passando e você for entrando em idade mais avançada, comece a migrar seus investimentos para ativos geradores de renda.

3. Defina os seus objetivos na hora de montar uma carteira de investimentos

Como disse, se o seu objetivo é fazer crescer o dinheiro, pese um pouco mais a mão em ações de empresas que tenham boas perspectivas de crescimento, utilize instrumentos derivativos como as Opções para ajudar a rentabilizar seu patrimônio.

Mas se o seu objetivo é construir uma carteira de renda passiva para adiantar a data de sua aposentadoria, comece a comprar todos os meses ações de boas empresas pagadoras de dividendos, FIIs e títulos do tesouro de longo prazo atrelados ao IPCA com pagamento de juros.

Faça isso todos os meses, comprando um pouquinho, e reinvista todos os dividendos durante a fase de construção de sua carteira.

Depois de 10 ou 15 anos você não se arrependerá de ter feito isso.

4. Diversifique

Nenhuma empresa é 100% segura, nenhum setor é 100% seguro e nenhum país é 100% seguro. Portanto, a ordem é diversificar.

O pior caminho para enriquecer é querer acertar aquela bolada e encher sua conta bancária de dinheiro.

A construção da riqueza não é um evento, mas um processo. E é lento – Roma não foi feita em 1 dia e nem sua fortuna o será.

Portanto, paciência e disciplina serão suas companheiras a partir de hoje e pelo resto de toda a sua vida.

5. Estude

Diz a sabedoria popular que o olho do fazendeiro engorda a criação. Portanto, para cuidar dos seus investimentos você precisa saber o que está fazendo.

Estude sobre Fundos Imobiliários e REITs, Aprenda o básico de Análise Fundamentalista e acompanhe periodicamente seus investimentos, fazendo os ajustes necessários.

E se precisar de um apoio, conte com a ajuda de um assessor de investimentos ou assine relatórios de recomendação de boas casas de análise.

Como diz Charlie Munger, sócio do Warren Buffet, o investidor fica mais rico comprando e esperando do que se ficar trocando de ativos a todo momento. Não é à toa que o nome é Buy & Hold e não Buy & Trade.

Carteira de investimentos no simulador: Como funciona?

Para quem está começando e não sabe muito bem como a alocação de classes de ativos poderá impactar a rentabilidade de uma carteira, os simuladores de investimento podem ser uma boa opção.

Normalmente essas ferramentas permitem que você defina o quanto irá alocar em renda fixa e renda variável, podendo escolher – no caso da renda fixa – se incluirá títulos pré ou pós fixados, atrelados ao IPCA ou ao IGMP.

Um bom simulador pode ser encontrado no site Clube dos Poupadores.

Além deste site, a maioria das Corretoras e Casas de Análise contam com simuladores para você antever o que aconteceria com sua carteira, o que o ajudará a tomar melhores decisões quanto a alocação de ativos.

Como acompanhar minha carteira de investimentos?

Acompanhar sua carteira de investimentos é muito fácil
Acompanhar sua carteira de investimentos é muito fácil

Além da velha e boa planilha Excel, que possui versões online e desktop ou o Calc, que acompanha a suíte gratuita Libre Office (muito boa por sinal e 100% compatível com os produtos da Microsoft), existem inúmeros sites e planilhas gratuitos para você cadastrar e acompanhar sua carteira.

Uma que eu gosto muito está no site Meus Dividendos que, além de permitir cadastrar sua carteira, faz o cálculo do pagamento de proventos, possui dados fundamentalistas sobre as empresas e apresenta ainda um calendário de dividendos.

Outro site muito bom para você acompanhar os dados fundamentalistas de empresas brasileiras, estrangeiras, FIIs, REITs, BDRs e Títulos do Tesouro é o Status Invest.

Principais dúvidas sobre carteira de investimentos

Estas são as perguntas mais recorrentes sobre como montar uma carteira de investimentos que recebo de alunos, colegas e conhecidos.

Quanto rende uma carteira de investimentos?

A menos que sua carteira seja composta exclusivamente por ativos de renda fixa, não há como saber quanto rende uma carteira de investimentos. E isso acontece porque uma carteira de renda variável... varia. E se varia, não há um número fixo.

Até mesmo uma carteira de dividendos poderá variar. E isso ocorre porque o faturamento das empresas varia, os custos das empresas variam, os impostos podem variar, a demanda pelos produtos e serviços das empresas varia, enfim, tudo varia.

E se o faturamento varia, o lucro varia e, por conseguinte, os dividendos.

Muita gente gosta de comparar o rendimento de sua carteira com o Índice Bovespa para saber se tem um desempenho melhor ou pior que a Bolsa.

Eu, pessoalmente – e isso é uma opinião absolutamente pessoal – não gosto de usar o IBOV como referência, porque boa parte da minha carteira não faz parte desse índice. Além disso, o IBOV é um índice de liquidez e não de qualidade.

Tem muita empresa ruim lá dentro mas que pelo fato de serem bastante negociadas, acabam fazendo parte desse benchmark.

Eu prefiro fazer como os grandes analistas que fazem o valuation das empresas e, em seus cálculos, usam como base uma taxa livre de risco como a SELIC.

De todo modo, e para você ter uma referência, é importante que sua carteira renda algo que seja bem maior do que inflação mais SELIC porque senão não vale a pena tomar risco.

O que é carteira de investimentos recomendada?

No mercado financeiro existem empresas que vendem o serviço de análise de empresas e outras que oferecem isso gratuitamente.

Nesses lugares, um time de analistas é pago para fazer todo o trabalho de análise fundamentalista, técnica, de mercado, setorial, política e econômica e, a partir desse conjunto, recomendar carteiras de investimento.

Mas você deve levar em consideração que, embora essas recomendações ajudem bastante, você não deve segui-las à risca.

Os seus objetivos podem ser bem diferentes dos objetivos dessas empresas ou de analistas individualmente.

Mas você pode, sim, assinar os boletins dessas casas para aprender a estudar as empresas, confrontar suas opiniões e avaliar pontos que poderiam ter passados despercebidos por suas análises.

Qual a melhor carteira de investimentos para 2021?

Se você chegou até aqui percebeu, ao longo desse texto, que não há como dizer qual é a melhor carteira para 2021.

Isso seria contraditório com a ideia de longo prazo, algo que dura muito mais do que um ano específico.

Além disso, a ideia de “melhor carteira” estará necessariamente ligada a um objetivo. E como os objetivos de investimento são individuais, e não coletivos, qualquer carteira que colocássemos aqui poderia não atender – e eventualmente poderia até prejudicar – o objetivo individual de alguns de nossos leitores.

Mas, caso queira uma ideia de carteira inicial para começar seus investimentos, você sempre poderá contar com as recomendações de uma casa de análise séria e respeitável, composta por bons profissionais.

Essas casas oferecem planos de assinatura que começam em preços bastante acessíveis, possibilitando que até mesmo investidores iniciantes possam se beneficiar desse tipo de serviço.

Conclusão sobre carteira de investimentos

Construir uma carteira de investimentos é um processo que exige estudo, disciplina e paciência.

Não espere decidir-se por um conjunto de ativos e ficar com eles para sempre sem fazer nenhuma mudança.

À medida que você se dedica a este assunto, melhores serão suas análises. Isto significa que, eventualmente, uma ou outra empresa que você achou serem boas podem mostrar que não eram tão boas assim.

Ou pode ser que você tenha cometido algum equívoco em sua análise (normal, quando a gente começa, não tem como saber tudo).

Então prepare-se porque normalmente você irá mexer várias vezes em sua carteira nos primeiros 2 ou 3 anos.

Depois, à medida que o tempo passa, sua carteira de investimentos irá se estabilizar e eventuais mudanças serão bastante pontuais.

O importante é você começar.

Recomendo fortemente agora dar início aos estudos: você pode fazer o curso gratuito Investindo em Ações do Portal, e se quiser embasar ainda mais as análises, poderá aprender Análise Fundamentalista em uma etapa exclusiva do Plano TNT.

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Eduardo Becker

Físico de formação e trader desde 2005, atuando principalmente com Price Action. É professor da B3 e da FECAP.

Eduardo Becker

Espero que você aprenda com esse artigo.

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