O mercado de bolsa brasileiro é bastante antigo. Sua história começa em 1890, com a inauguração da Bolsa Livre por Emílio Rangel Pestana, um agente de negócios. No entanto, sua iniciativa durou apenas um ano por conta de um forte movimento especulativo que desencadeou uma crise financeira de grandes proporções no Brasil durante o governo de Marechal Deodoro da Fonseca.

Em 1895, a bolsa é reinaugurada com o nome de Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo e, em 1934, muda sua sede para o Palácio do Café, localizado no Pátio do Colégio em São Paulo. No ano seguinte, passa a se chamar Bolsa Oficial de Valores de São Paulo.

Até meados da década de 1960, havia no Brasil 27 bolsas de valores e os seus corretores eram nomeados pelo governo.

A partir das reformas ocorridas no Sistema Financeiro Nacional (SFN), as bolsas transformaram-se em instituições sem fins lucrativos e os corretores converteram-se em sociedades corretoras de valores até que, em 1967, a bolsa passou a se chamar Bolsa de Valores de São Paulo.

Após a integração ocorrida entre diversas bolsas brasileiras no ano 2000, a agora denominada BOVESPA passa a concentrar todos os negócios com Ações do país.

Paralelamente a essa história, a BM&F teve seu início com a criação da Bolsa de Mercadorias de São Paulo, criada em 1917 por empresários ligados à exportação de bens industriais e agrícolas. Esta era bastante conhecida por sua força na negociação de contratos de café, boi gordo e algodão.

Em 1985, surge a Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F), iniciando suas operações em 31 de janeiro de 1986, e passando a oferecer a negociação de produtos financeiros.

Em 1991, as duas bolsas se unem, dando origem à BM&F – Bolsa de Mercadorias & Futuros, convertendo-se rapidamente no principal centro de negociação de derivativos do Mercosul.

Foi somente a partir de 2008 que a Bovespa e a BM&F se integraram por meio de um processo de fusão, surgindo então a BM&F Bovespa, nome que perdurou por mais de uma década até sua fusão com a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (CETIP), quando então passa a se chamar B3 – Bolsa Balcão Brasil.

Agora verticalizada, a B3 passa a concentrar toda a cadeia de valor da negociação de Ações, Mercadorias, contratos Futuros, a Termo e Derivativos.

Dessa forma, todo o processo de registro, custódia e liquidação financeira é feito pela B3, uma das maiores bolsas do mundo.

Apesar da importância, nossa bolsa é ainda muito pequena quando comparada a bolsas de países como Estados Unidos ou Alemanha. Isso significa que temos ainda um espaço enorme para crescer e a entrada de novas pessoas no mundo da renda variável trará vantagens para todos os participantes e para o crescimento econômico do país.

Como traders, somos responsáveis por uma das variáveis dessa grande equação financeira que traz inúmeros benefícios à economia. Nós que conferimos liquidez ao mercado. Se não houvesse pessoas dispostas a comprar risco e negociar ativos, não haveria razão para as empresas abrirem seu capital na busca de financiamento para suas operações.

Embora ainda pequeno, esse mercado tem muito a crescer, e é por essa razão que este curso existe. O Portal do Trader dá sua contribuição ao crescimento econômico do país ao fomentar o desenvolvimento do trading, formando profissionais competentes e capazes de contribuir para a liquidez no mercado de capitais do Brasil.